Chamada a colaboradores para desenvolver projetos no #LABICAR

Posted in - Cidadania & Inovação Cidadã @pt-pt & laboratorio ciudadano en May 28, 2018 0 Comments

Laboratório de Inovação Cidadã – Argentina (LABICAR)

“COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS E INCLUSIVAS

Rosário, Argentina

9 ao 21 de outubro de 2018

 

O Governo da Província de Santa Fé através de sua iniciativa SantaLab e o projeto de Inovação Cidadã da Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB), abrem esta convocatória para a inscrição de colaboradores para o desenvolvimento dos projetos seleccionados para o Laboratório de Inovação Cidadã – Argentina (#LABICAR), que se realizará do dia 9 ao 21 de outubro de 2018, na cidade de Rosário, Argentina.

O #LABICAR –contará com o apoio técnico do Ministério de Modernização do Estado do Governo da Nação, através da Subsecretaria de Inovação Pública e Governo Aberto, e a colaboração da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), a Prefeitura de Rosário, Nansen Center for Peace and Dialogue de Noruega, Medialab-Prado, Instituto Procomum, o Laboratório de Governo Aberto de Aragón, E Silo Arte e Latitude Rural.

Convoca-se a colaboradoras/es que desejem participar envolvendo-se no design e protótipo de novas ferramentas, plataformas e ações, dos projetos de inovação cidadã escolhidos em convocatória recente para ser desenvolvidos durante o laboratório.

Mediante metodologias colaborativas, será feito o protótipo de 10 projetos com a ajuda de equipes de trabalho formados pelas/os promotoras/es dos projetos, um grupo de 90 colaboradores (9 por projeto) e o apoio contínuo de mentoras/es especializadas/os, especialistas técnicos e mediadoras/es locais. Também será desenvolvido um trabalho de coprodução com comunidades locais.

A inscrição é gratuita e estará aberta até o dia 24 de junho de 2018.

Para tanto, abre-se esta convocatória a todas/os aquelas/es interessadas/os em participar como colaboradoras/es dos 10 projetos que detalhamos a continuação:

1. Elevações: Cocriação de Cadeira de Bipedestação com Código Aberto

Nome Elevações: Cocriação de Cadeira de Bipedestação com Código Aberto
Autor Jonathan Ramírez Díaz de León
Descrição Estima-se que na Argentina, há uma incidência de Parálise Cerebral (PC) de, ao redor, de 1.500 novos casos por ano, dos quais, uma grande porcentagem se dá em famílias com um baixo nível socioeconômico. Estas crianças desenvolvem diversos transtornos de linguagem, digestivos, musculoesqueléticos, neurossensoriais e défice intelectual, agravados por falta de atividade e sedentarismo. Além disso, é habitual que padeçam problemas contextuais como uma reduzida integração social/acadêmico/laboral e falta de acessibilidade em espaços públicos.

Este projeto está focado na fabricação e melhora de uma cadeira de rodas de bipedestação, e paralelamente, na formação de mães/pais e qualquer membro da comunidade na aplicação de técnicas e ferramentas básicas necessárias para criar, ensamblar e reparar essas cadeiras. Uma cadeira de bipedestação permite a transição do corpo de uma posição sentada a uma erguida, outorgando múltiplos benefícios para seus usuários.

Perfil dos colaboradores requeridos Reabilitador/a ou Terapeuta Ocupacional

Designer gráfico

Comunicador/a social ou documentalista com experiência e audiovisuais

Pedagoga/o

Designer Industrial

Maker ou pessoa com habilidades de carpintaria, trabalhos manuais etc,

Mães/pais/familiares de crianças com PC,  Hemiplegia, mielomeningocele com lesões baixas

Costureira/o técnica/o em corte e confeção

2. Mulheres Qom empoderadas

Nome Mulheres Qom empoderadas
Autor Noelia Lucía Carrizo
Descrição Os Qom são um coletivo indígena deslocado que vive nas zonas periféricas de Santa Fe e Rosario em situação de marginalidade. O projeto busca impulsionar uma comunidade-rede de mulheres artesãs Qom, que as empodere mediante a criação colaborativa e venda de seus produtos, conformando uma comunidade autogestionada onde elas mesmas tomem as decisões de forma conjunta. O objetivo final é conseguir a sustentabilidade econômica de suas famílias, reduzindo a desigualdade e contribuindo para que estas mulheres tenham uma maior participação dentro dos espaços políticos e econômicos de suas comunidades.

O projeto trabalhará em conjunto com comunidades Qom de Rosario mas também se explorará a possibilidade de sua réplica em outras comunidades indígenas, sempre apontando para o resgate e posta em valor de suas técnicas e saberes ancestrais.

Perfil dos colaboradores requeridos Designer gráfica
Designer web
Gestora cultural
Especialista em Economía Social
Técnico en redes de comercialização, ventas on line
Especialista em ingressos y gastos, controle de qualidade
Comunicador/a social ou documentalista com experiência e audiovisuais
Especialista en gênero
Engenheira/programadora

3. Impressão em 3d de modelos para aprendizado científico

Nome Impressão em 3d de modelos para aprendizado científico
Autor Renato Frosch
Descrição Em uma era em que podemos aceder instantaneamente a imagens de qualquer objeto via internet, há muitas pessoas com deficiência visual que não podem aceder a esta informação.

Especialmente destinado para crianças com deficiência visual, que estão começando a conhecer o mundo que os rodeia, este projeto busca aproximar informação e conhecimento por meio de objetos impressos em 3d. Modelos a escala de objetos de utilidade educativa tais como reproduções da anatomia humana que facilitem a representação à pessoa cega de como são os órgãos, ossos, etc., ainda que também pode ser ampliada a outros campos, como ao artístico (com reproduções de esculturas e outras peças), biológico (reproduções de animais e plantas) etc.

O projeto seria aplicado em escolas, colégios, associações de apoio a pessoas com deficiência visual, centros culturais, etc., como também em espaços de trajetórias informais (aprendizados fora das escolas e ensinamentos tradicionais).

Perfil dos colaboradores requeridos Designer industrial
Designer 3D – ex
Fisioterapeuta / Terapeuta Ocupacional
Trabalhaador/a social conhecedor/a do tecido local
Experto/a en impressão 3D
Comunicador/a social ou documentalista com experiência e audiovisuais
Apoiadores tecnológicos para amplitude opendesk;
Educadora/es e pedagoga/os

4. Sementes Poderosas

Nome Sementes Poderosas
Autor Lot Amorós
Descrição A maioria das sementes de nossos cultivos são peletizadas, ou seja, recobertas de vários elementos, que as protegem dos agentes externos e asseguram que estejam preparadas até o momento da germinação, aumentando assim a sua produtividade, eficiência, proteção contra depredadores e facilidade de mecanização. Não obstante, a peletização é uma tecnologia com segredos comerciais em mãos de grandes transnacionais, existindo pouca documentação sobre fórmulas e componentes a empregar em seu recobrimento.

O projeto não busca segredos, senão totalmente o contrário, abrir e compartilhar conhecimentos mediante a produção  de uma máquina “faça você mesmo” de peletização de sementes sem químicos (através de micro-organismos, funghi e outros agentes naturais protetores) para agricultura ecológica e reflorestação, adaptada à realidade local e às tecnologias atuais. O objetivo é transferir esta tecnologia às comunidades rurais para que se vejam empoderadas com a produção destas sementes protegidas, que assegurem uma boa produção e um desenvolvimento sustentável com o meio ambiente

Perfil dos colaboradores requeridos Designer gráfico para documentação / Designer manual.
Maker, ou gente que saiba fabricar coisas com as mãos
Permacultor/a – Agricultor/a -Forestal
Bióloga/Científica
Agente / líder comunitário
Comunicador/a social ou documentalista com experiência e audiovisuais

5. Block chain: última fronteira da participação cidadã

Nome Blockchain: última fronteira da participação cidadã
Autor William Vides
Descrição O projeto propõe utilizar uma tecnologia disruptiva para a prototipagem da primeira ferramenta de participação cidadã baseada em blockchain (inclusive de possível utilidade para votações e plebiscitos), o qual representaria um enorme avanço na segurança informática de participações por ser o método de encriptação mais avançado. A tecnologia baseada em blockchain (que é a utilizada pelas bitcoin, por exemplo) assegura que os dados não possam ser alterados, o que a converte na forma mais segura de transmitir informação e em um grande apoio para os exercícios de transparência e democracia avançada, garantindo que a participação é o voto real dos cidadãos.

A ferramenta poderia ser utilizada por movimentos sociais, comunidades, organizações, entidades governamentais, prefeituras, grêmios, sindicatos, etc.

Perfil dos colaboradores requeridos Designer con expêriencia de usuário UX

Programador/a de aplicativos

Programadoras/es com experiência no desenvolvimento de DAPPS e conhecimentos em arquitecturas descentralizadas.

Activistas de movimientos sociais organizados, defensora/es de direitos humanos vinculada/os ao movimiento feminista/lgtbi/sindicatos.

Socióloga/o

Comunicador/a social ou documentalista com experiência e audiovisuais

6. Circuito autossustentável de acuaponia: de peixes a plantas

Nome Circuito autossustentável de acuaponia: de peixes a plantas
Autor  Dayra Tintinago Hormiga
Descrição Implementar um sistema acuapônico circular para a produção agro ecológica simultânea do peixe tilápia vermelha, e vegetais como acelga, alface e lúcia-lima para famílias de baixos ingressos econômicos.

O projeto propõe um sistema de recirculação de água, no qual se combina a aquicultura com a hidroponia, gerando um ambiente simbiótico onde interagem plantas, peixes e bactérias benéficas. Surge como uma nova modalidade de produção de alimentos orgânicos já que apresenta uma série de benefícios, como a independência dos fenômenos meteorológicos, a produção de colheitas fora de estação, uma grande economia de água, fertilizantes e inseticidas e a possibilidade de ser implementado em terrenos de pequena extensão. Tudo isto permite uma considerável redução nos custos de produção, contribuindo ao cuidado dos recursos naturais, à conservação do solo e, principalmente, à geração de estratégias que promovam a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica de famílias com baixos recursos.

Perfil dos colaboradores requeridos Acuicultor/a
Agrónoma/0
Arquitecta/o
Administrador/a agropecuario
Comunicador/a ou documentalista com experiência e audiovisuais
Engenheira/o agropecuario
Engenheira/o ambiental
Engenheira/o de sistemas
Engenheira/o industrial

7. Ocupação Beauvoir: cadê as artistas?

Nome Ocupação Beauvoir: cadê as artistas?
Autor  Leila Vilhena
Descrição Borges, Cortázar, Gabriel Garcia Márquez, Benedetti … Os nomes da literatura latino-americana são muitos, mas nem todos se escrevem em masculino. O projeto Ocupação Beauvoir buscará dar visibilidade às mulheres escritoras da América Latina, iniciando em Rosario para a América uma comunidade (e, posteriormente, uma plataforma) de  ativismo político-cultural para combater a desigualdade de gênero na produção de mulheres no mercado editorial e artístico.
Para isso, essa comunidade de mulheres trabalhará na visibilidade e valorização da produção literária desde os espaços públicos e virtuais com diferentes dispositivos e instalações culturais.O projeto colaborará com uma série de coletivos de Rosario e Santa Fe de mulheres artistas que demandam mais visibilidade e participação feminina no mundo artístico e cultural dessas cidades.
Perfil dos colaboradores requeridos Desenvolvedoras
Artistas e designers/ilustradoras
Especialistas em negócios sociais
Comunicadoras/pesquisdoras
Comunicador/a social ou documentalista com experiência e audiovisuais

8. Intercâmbio digital sustentável

Nome Intercâmbio digital sustentável
Autor Inti Bonomo
Descrição Criação da primeira plataforma especializada na Argentina para o intercâmbio e venda de produtos de comércio justo que permita a verificação de algumas caraterísticas deste tipo de comércio, tais como: orgânico oficial, agro ecológico, gênero inclusivo, organização horizontal e emprego formal.

Cada vez há uma maior sensibilização para um consumo responsável e uma maior demanda de produtos saudáveis que cuidem o meio ambiente e apostem no desenvolvimento local. No entanto, no momento de querer comprar, as opções são dispersas e irregulares. Sendo assim, a proposta final é que esta plataforma conete os usuários com vontade de comprar produtos locais e responsáveis com o meio ambiente, com trabalhadores e pequenas cooperativas que ofereçam desde produtos alimentícios à roupa, passando por produtos de escritório (papéis, cartulinas, etc.) e serviços responsáveis (gestão de resíduos de escritório, etc.). A plataforma utilizaria a tecnologia “peer to peer” (P2P) como nas webs da Amazon, Ebay, Mercado Livre etc

Perfil dos colaboradores requeridos 3 Developers/programadora/es
1 Designer
1 Designer UX
1 Experta/o em Comunicação
1 Socióloga/o
1 Experta/o ciencias ambientais, agronomía, etc.
1 Experta/o em User Research ou 1 experta/o em gravação e edição audiovisual

 

9. A rota trans: lugares seguros

Nome A rota trans: lugares seguros
Autor Sacha Ram
Descrição 78% das mortes violentas de transexuais ocorrem na América Latina. Ao mesmo tempo existe, em contrapartida, uma maior sensibilização social para incluir e apoiar este coletivo. Surge assim uma demanda destas pessoas para aceder a uma informação centralizada e sistematizada sobre organizações e espaços que lhes ofereçam apoio e segurança. Este projeto propõe então a criação do primeiro diretório amigável para pessoas transexuais e transgênero de lugares seguros em cada país e de projetos locais vinculados a organismos, associações e ongs que tratam a temática. Será criada uma plataforma intuitiva e de uso simples com links e informação descarregável e estruturada por cada país. A ideia inicial é trabalhar com o âmbito ibero-americano, ainda que, será explorada a possibilidade de que se estenda a outras regiões.
Perfil dos colaboradores requeridos UIX Designer
Programador/a em Android y IOS
Web DeveloperGestor/a cultural ou comunicador/a para documentar o processo.
Líderes de comunidad Trans em Santa Fe
Publicista
Designer GráficoSocióloga/o e Trabalhador/a Social
Documentalista ou fotógrafa/o

10. Virtualidade real

Nome Virtualidade real
Autor Michael Sandoval
Descrição Os últimos avanços em ciências educativas, vêm demonstrando o interesse na utilização de tecnologias digitais para o aprendizado e recreação de pessoas com Síndrome de Down. Este projeto desenvolverá um aplicativo que utilize a realidade virtual como uma ferramenta para apoiar processos educativos e recreativos destas pessoas. O uso de tecnologias multimédia permite brindar experiências interativas e de imersão que podem potenciar aspetos do processo de aprendizado como são a audição, a memória e a atenção, tanto seletiva como em períodos extensos.

O projeto propõe, além disso, outra inovação, já que o aplicativo será ideado e desenvolvido conjuntamente com representantes da comunidade com síndrome de Down de Rosario. Ou seja, estas pessoas não só participarão como recetores desta tecnologia, senão que terão um papel ativo durante todo o processo de criação.

Perfil dos colaboradores requeridos 3 Programadora/es, Informática/os, Engenheira/os em sistemas
1 Educador/a, Professor/a com experiência em trabalho com pessoas com Síndrome de Down
1 Psicólogo com experiência em trabalho com pessoas con Síndrome de Down
3 Designer,  Modelador/as 3D
1 Comunicador/a social ou documentalista com experiência e audiovisuais

 

Todas as pessoas interessadas em participar no #LABICAR deverão completar e enviar o formulário disponível mais abaixo.

Serão assignadas 90 vagas de colaboradoras/es que estarão repartidas aproximadamente em um 25% para residentes na Província de Santa Fé, um 25% para cidadãs/os do resto da Argentina e um 50% para participantes internacionais.

Para a seleção dos participantes, a organização valorará o perfil dos candidatos, sua experiência, disponibilidade e motivações para participar do laboratório. Além disso, em cada grupo haverá um colaborador que se encarregará, principalmente, de documentar os processos e dinâmicas de trabalho e seus resultados, assim como de comunicá-las externamente, mediante alguma plataforma digital, redes sociais, etc.

As datas chave são as seguintes:

Abertura convocatória de colaboradores: 28 de maio, 2018

Encerramento convocatória de colaboradores: 24 de junho, 2018

Publicação dos colaboradores selecionados: 9 de julho, 2018

Laboratório de inovação cidadã na Argentina: 9 ao 21 de outubro de 2018

Os resultados se publicarão na página web da inovação cidadã.

 

Acesse as bases da chamada e os projetos selecionados para cada laboratório e se inscreva!!

 

Bases da convocatória

Inovação cidadã e os laboratórios

Entendemos a Inovação Cidadã como aquele processo que experimenta a resolução de problemas sociais com tecnologias (digitais, sociais, ancestrais) e metodologias inovadoras, através do envolvimento da própria comunidade afetada. Esta definição pressupõe que os cidadãos deixam de ser recetores passivos de ações institucionais, para passar a se converter em protagonistas e produtores de suas próprias alternativas, através de um processo de empoderamento que resulta muito mais democrático (soluções de baixo pra cima), muito mais resiliente pelo efeito de aprender/fazendo e ensaio/erro; e, principalmente, muito mais ágil e eficaz, porque conta com o conhecimento das próprias comunidades.

Os laboratórios de inovação cidadã (LABIC) são espaços criados para que isto possa suceder; para sistematizar e acelerar essas inovações espontâneas que surgem nas pessoas, nas comunidades, nos bairros, que transformam realidades locais e têm potencial de se replicar em outras cidades. Espaços que permitem simultaneamente a experimentação, o aprendizado, e o prototipado de propostas inovadoras. Os LABIC seguem no formato de oficina de produção desenvolvido por Medialab-Prado, ao qual foram aplicadas certas adaptações e incorporado de inovações. Nesses congregam-se durante um mínimo de 10 dias, vários projetos que são desenvolvidos, de forma colaborativa, por equipes multidisciplinares de cidadãs e cidadãos de diferentes procedências, fazendo do laboratório um espaço de produção de propostas específicas desde a cidadania para a cidadania, ao mesmo tempo que, um espaço de convivência intercultural.

Esta será a quinta edição de um LABIC; a primeira foi em 2014, em Veracruz, México (#LABICMX), a segunda no Rio de Janeiro, Brasil em 2015 (#LABiCBR) e a terceira em Cartagena, Colômbia em 2016 (#LABICCO), e a quarta foi em Pasto, Colômbia, em fevereiro de 2018, orientado para a paz e o pós-conflito (#LABICXLAPAZ). Cada edição o LABIC se renova, atendendo às melhorias propostas pelos próprios participantes, às lições aprendidas pelos organizadores, e as características de cada contexto

Nesta oportunidade, o LABIC se coloca ao serviço de para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) desde a cidadania, apostando para maior coesão social.

O que são os ODS? No dia 25 de setembro de 2015, os líderes mundiais adotaram um conjunto de objetivos globais para acabar com a pobreza, proteger o planeta e assegurar a prosperidade para todos como parte de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável a ser implementada durante os próximos 15 anos. Os objetivos globais propostos pelas Nações Unidas são 17 no total, e o interessante é que não somente as instituições ou governos podem contribuir para esses objetivos, mas também os cidadãos e as suas ideias. Portanto, para este laboratório de inovação cidadã, selecionamos 5 ODS como temáticas gerais que podem ser utilizadas pelos projetos para gerar propostas concretas:

 

Objeto da convocatória

O objeto desta convocatória é a seleção de um máximo de 90 colaboradores para desenvolver, de forma colaborativa os 10 projetos de inovação cidadã previamente selecionados em convocatória aberta.

Esta chamada é destinada a qualquer pessoa interessada nos projetos selecionados, além de seu nível de educação, especialização ou experiência. Por exemplo, artistas, engenheira/os, socióloga/os, arquiteta/os, urbanistas, educadora/es, programadora/es, psicóloga/os, jornalistas, ecologistas, designers gráficos, gestora/es culturais, transportadora/es de tradições culturais ancestrais, líderes comunitários ou qualquer outra pessoa interessada nos projetos. Promovemos, em especial, que grupos de jovens, afrodescendentes, indígenas, mulheres, pessoas com deficiência, professores, setores sociais LGTBI, entre outros, se apresentem a esse chamado.

O papel dos colaboradores

O papel da colaboradora ou colaborador no processo de desenvolvimento do laboratório resulta fundamental. Os colaboradores terão a oportunidade de se unir às equipes de projetos que desenvolverão as propostas selecionadas e de trabalhar em um entorno no qual existe uma relação horizontal entre mentora/es, promotora/es, colaboradora/es e mediadora/es. Isto pressupõe uma oportunidade para o intercâmbio de conhecimento reflexivo e o aprendizado teórico e prático, assim como a possibilidade de colaborar em uma equipe multicultural com pessoas provenientes de diversos países junto com comunidades locais.

Uma vez terminados os projetos, os nomes dos colaboradores aparecerão nos créditos, do mesmo modo que o nome do promotor do projeto. Ainda assim, a Secretaria Geral Ibero-americana emitirá um documento certificando a participação no laboratório a todos os participantes que assim o solicitarem.

 

Metodologia

Este laboratório de inovação cidadã pretende ser uma plataforma de aprendizado, pesquisa, produção e prototipado coletivo desde onde se apoiará, ao máximo, o desenvolvimento dos projetos selecionados. As propostas desenvolver-se-ão em grupos multidisciplinares de trabalho compostos pelo promotor/es e o/s colaborador/es interessados, com o assessoramento conceitual e técnico das/os mentoras/es, das/os mediadora/es e da/os especialistas técnicos. O desenvolvimento do projeto também será acompanhado do trabalho em conjunto com comunidades locais.

Ao longo do laboratório serão programadas diferentes atividades como conversas, apresentações, seminários ou oficina específicas.

 

As jornadas de trabalho serão de manhã e tarde, adaptadas às necessidades particulares dos projetos, em conciliação com as atividades e os horários do centro onde será desenvolvido o laboratório.

Anima-se os participantes a elaborar uma adequada documentação dos projetos desenvolvidos, tanto durante o laboratório como posteriormente, à sua finalização. Também se insta à utilização de ferramentas de software e hardware livre. A publicação dos resultados deverá estar sob licenças livres e em repositórios abertos que permitam o acesso e a difusão do conhecimento produzido durante o laboratório.

Antes do começo do laboratório, a organização colocará em contato todos os integrantes de cada grupo para que possam planificar qualquer trabalho prévio que deva ir se desenvolvendo para o projeto, em face ao laboratório.

Idioma de trabalho

O laboratório será desenvolvido em espanhol, sem tradução.

Alojamento, transporte e alimentação

De 9 ao 21 de outubro inclusive, a organização cobrirá, aos não residentes em Rosário a estadia (quartos compartilhados de máximo 3 pessoas) com alimentação completa. Aos residentes em Rosário se oferecerá almoço e janta diários.

Por sua parte, os gastos de viagem (deslocamentos a Rosário, e regresso ao país/cidade de origem) não estarão cobertos pela organização. O financiamento da viagem e regresso a origem deverá correr por conta do próprio colaborador ou de alguma entidade pública ou privada que aceite financiar seu translado (neste caso, as instituições envolvidas na organização podem entregar ao colaborador uma carta certificando sua participação no #LABICAR e apoiando sua solicitação de financiamento para a passagem). No caso de que uma instituição aceite pagar o translado do colaborador, a organização permitirá a inclusão do logótipo dessa entidade como colaboradora nos documentos (escritos e audiovisuais), assim como nas peças gráficas do evento (banners, roll-up, etc.).

O translado do aeroporto ao hotel (no dia 9 de outubro) e vice-versa (no dia 21 de outubro) correrá a conta dos organizadores. A cidade de Rosário tem um aeroporto próprio onde podem chegar os participantes. Também, os participantes que desejem, podem chegar a Rosário desde Buenos Aires de ônibus pela sua própria conta, calculando que o trajeto demora entre 4 e 5 horas, e que devem chegar a Rosário como tarde às 19 horas do dia 9 de outubro (para mais info de horários e preços ver: https://www.plataforma10.com.ar/ o https://www.centraldepasajes.com.ar/).

Para o caso de ser necessários, os transportes diários coletivos desde o hotel até o lugar de desenvolvimento do Laboratório, e vice-versa, assim como os translados a comunidades locais que participem no desenvolvimento do projeto correrão por conta dos organizadores do evento e serão estabelecidos pelos mesmos.

As/os colaboradoras/es selecionadas/os residentes fora da Argentina estão obrigados a contratar, por conta própria, um seguro médico. Ainda assim, é necessário se informarem sobre os requisitos para obter o visto para a Argentina, em caso de ser necessário para sua nacionalidade (consulte aqui)

 

Comitê de seleção

O comitê de seleção estará composto pelo projeto Inovação Cidadã da SEGIB, e o SantaLab do Governo de Santa Fe, com a assessoria do Ministério de Modernização do Estado e das/os mentoras/es.

Critérios de seleção de colaboradores

Para a seleção dos colaboradores, a comissão terá em consideração:

– Adequação do seu perfil aos perfis requeridos para os projetos

– Grau de motivação;

– Abertura à colaboração;

– Disponibilidade;

– Será levada em conta a diversidade de procedências e equilíbrio de gênero.

Difusão e continuidade dos projetos

Os trabalhos desenvolvidos serão apresentados publicamente pelas/os promotoras/es e colaboradora/es na jornada final do laboratório. Além disso, os participantes autorizam que os projetos e/ou a documentação dos mesmos, poderão ser publicados nas webs dos organizadores.

A organização estudará a viabilidade de um posterior escalado e replicabilidade dos projetos em outras zonas.

Obrigações dos selecionados

  • As pessoas selecionadas comprometem-se a assistir ao laboratório diariamente do dia 9 ao 21 de outubro de 2018, inclusive. Ainda assim, comprometem-se à finalização e documentação, na medida do possível, dos projetos propostos.
  • As pessoas selecionadas poderão utilizar os equipamentos previamente solicitados e concedidos. Qualquer gasto não previsto ou não aprovado em material ou aluguel de equipamentos deverá ser sufragado pelos autores do projeto.
  • Os projetos realizados devem estar sob licenças livres que reconheçam o autor, e se sugere que se aplique a cláusula de “share alike” (na licença Creative Commons seria BY-SA). À sua vez, sempre que tais projetos sejam mostrados em festivais e/ou exposições, e sempre que se reproduzam suas imagens em catálogos e/ou páginas web, deverá constar sua relação com o Laboratório de Inovação Cidadã – Argentina(#LABICAR). Ainda assim, deverão fazer constar sempre os nomes das pessoas que colaboraram no desenvolvimento dos projetos.

Limitação de Responsabilidade

Os organizadores não são responsáveis pelo uso dos dados ou dos conteúdos que o participante possa utilizar. Assim como também não o são dos direitos de autor ou daqueles direitos que correspondam a terceiros conforme as respetivas leis.

O #LABICAR é um evento de vários dias, pelo que, confiamos na responsabilidade de cada participante durante todo este período. A organização não se fará responsável de furtos ou extravios de pertinências pessoais, nem de danos físicos às pessoas.

O #LABICAR não paga nenhuma remuneração econômica a seus assistentes, entendendo que é um espaço de colaboração e aporte de cada participante para o bem da comunidade.

Interpretação e modificação aos términos de esta convocatória

A organização poderá realizar os esclarecimentos, modificações e interpretações que se considerem pertinentes.

Todas aquelas circunstâncias não previstas na presente convocatória serão resolvidas pelos organizadores. As decisões, qualificação e resultado são inatacáveis.

Código ético e de convivência del LABIC

  1. Nos centramos na colaboração, e não na competição
  2. As ideias têm valor em si mesmas, e não por quem as propõe. Não potenciamos gurus, senão o bem comum.
  3. Defendemos o direito à informação, ao conhecimento e à participação. O diálogo e o livre intercâmbio guiam nossas atividades.
  4. No LABiC estimulamos as licenças livres e os repositórios abertos como forma de transparecer e difundir o conhecimento.
  5. Não se aceitam expressões de ódio ou intolerância em temas de gênero, raça, etnia, posição social, orientação sexual, religiosa, ou de procedência.

Perguntas frecuentes

Quem pode participar como colaborador no laboratório?

Qualquer pessoa maior de 18 anos que deseje trabalhar em grupo, aportando seus conhecimentos e ideias no desenvolvimento de alguma das propostas selecionadas e que, ao mesmo tempo, que aprenda dos demais do grupo e dos mentores do laboratório.

O que oferece este laboratório às pessoas que participam como colaboradores?

Um entorno excecional e multicultural para o aprendizado colaborativo, onde a cidadania tem um espaço para contribuir à construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis. Os nomes da/os colaboradora/es serão incluídos nos créditos do projeto desenvolvido. Igualmente, o projeto de Inovação Cidadã da SEGIB entregará um documento comprobatório de participação no laboratório àqueles colaboradores que o solicitarem. A equipe também contará com a possibilidade de fazer uma apresentação pública dos trabalhos durante o laboratório e a/o colaborador/a disporá de novas redes de relações pessoais e profissionais.

Ao que me comprometo se me inscrevo como colaborador?

A/os colaboradora/es selecionada/os se comprometem a desenvolver aquelas partes do projeto que se hajam acordado, e que se correspondam com seu perfil e interesses. Assim mesmo, os colaboradores terão o compromisso de assistir ao laboratório diariamente.

Quais gastos correm por conta dos organizadores?

Se você reside fora de Rosário, a organização fornecerá alojamento, café da manhã, almoço, jantar, e transportes locais às comunidades organizados pelo laboratório. Se você reside em Rosário, a organização te fornecerá o almoço, janta e transportes locais às comunidades organizados pelo laboratório. A organização não se ocupará dos gastos de passagens à Rosário desde outras cidades e países.

Onde posso encontrar informação sobre os projetos nos quais pode-se colaborar?

No resumo de projetos selecionados.

Como e quando se formam os grupos de trabalho?

Os grupos de trabalho serão conformados ao finalizar o período de inscrições, em primeiro lugar, tendo em conta a preferência de projeto que a pessoa inscrita tiver, em segundo lugar, a pertinência de seu perfil para o projeto escolhido.

Qual é o horário do laboratório?

Trata-se de um laboratório intensivo de produção onde os grupos combinarão os horários segundo suas necessidades e disponibilidade. Não obstante, o trabalho é intenso e costuma-se trabalhar durante a jornada completa. Haverá também atividades programadas e outras improvisadas como apresentações, mini-oficinas, debates, performances e festas. As atividades começarão no dia 9 de outubro às 19 hs, y finalizarão no dia 20 à noite. Os participantes empreendem seu regresso no dia 21 de outubro.

Posso escolher o projeto no qual quero colaborar?

Sim, são os colaboradores os que decidem de qual grupo de desenvolvimento querem formar parte.

Posso colaborar em vários projetos simultaneamente?

Sim, sempre que a sua disponibilidade temporal e as necessidades dos diferentes projetos o permitam. Ainda assim, recomendamos que se concentre em um só projeto. Duas semanas passam voando!

Posso participar se não tenho disponibilidade para estar presente nas duas semanas de laboratório?

Se recomenda a maior dedicação possível durante as duas semanas, já que se trata de um laboratório intensivo. Recordamos também que a disponibilidade é um critério para a seleção dos participantes.

>> Descarga as Bases da convocatória <<

>> Formulário de inscrição <<

A participação na presente convocatória supõe a aceitação de todas as suas bases e dos termos e condições gerais de participação no Laboratório Ibero-americano de Inovação Cidadã

Caso tiver alguma pergunta, consulte a seção de perguntas frequentes ou escreva-nos a labicar@inovacioncidadana.org

 

 

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